terça-feira, 14 de setembro de 2010

A BORBOLETA AZUL







Havia um viúvo que morava com suas filhas curiosas e inteligentes. As meninas sempre faziam muitas perguntas. Algumas ele sabia responder, outras não.
Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem as férias com um sábio que morava no alto de uma colina. O sábio sempre respondia todas as perguntas sem hesitar.

Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não soubesse responder.

Então, uma delas apareceu com uma linda borboleta azul que usaria para pregar uma peça no sábio.

- O que você vai fazer? - perguntou a irmã.

- Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta. Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la. Assim, qualquer resposta que o sábio nos der estará errada!

As duas meninas foram ao encontro dele, que estava meditando.

- Tenho aqui, em minhas mãos, uma borboleta azul. Diga-me sábio: ela está viva ou morta?

Calmamente o sábio sorriu e respondeu:

- Depende de você... A vida dessa borboleta está em suas mãos.


Os acontecimentos de nossa vida, o presente e o futuro, são nossas borboletas azuis.

Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos, ou não conquistamos.

Não devemos culpar ninguém quando algo dá errado.

A borboleta azul está em nossas mãos, e pelas leis de causa e efeito, estamos gerando hoje as causas dos efeitos do amanhã.

Se o plantio for de trigo, colheremos trigo. Se escolhemos semear plantas venenosas, são estas mesmas que ceifaremos no futuro - neste futuro, ou nos outros futuros das existências que nos aguardam.

Tudo está sob nosso controle: as relações familiares, as resoluções profissionais, os planos da esfera religiosa e as escolhas íntimas.

Não somos simples "joguetes do destino", como afirma o personagem shakespiriano "Romeu". Temos pleno controle sobre os acontecimentos de nossos dias.

Mesmo quando somos pegados de surpresa, por um acontecimento momentoso, devemos lembrar que ele é apenas uma colheita de um plantio passado.

Não nos assustemos com determinismos infantis que a ignorância busca nos impingir.

Somos os capitães de nossas embarcações milenares, e faz-se tempo de assumirmos definitivamente esta responsabilidade.

Depende de você, se o dia será azul ou cinza no coração.

Depende de você, se irá chover ou fazer sol no olhar.

Depende de você, se haverão mais lágrimas ou sorrisos num pôr-de-sol.

Depende de você, se o livro que conta sua saga nesta vida terá um final triste ou feliz.

Depende de você... apenas de você...

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